sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
É Fá, Fá maior...
"Hey Jude, don't make it bad, take a sad song and make it better"
-É Fá, Fá maior.
-O que?
-Você tocou errado, é Fá maior.
-Ah sim, eu estava distraído, nem tinha te visto aí.
-Eu sei, você nunca vê, mas... eu sempre te escuto.
-É? Não achei que alguém se importasse com o que eu toco, mas se você sempre escuta, acho que gosta. Certo?
-Gosto da sua voz.
-Legal. Mas, como eu nunca te vi por aqui?
-Eu já disse, você nunca me vê. Está tão perdido nas suas próprias dúvidas, que não percebe o que está a sua volta.
-Acho que você sabe mais sobre mim do que eu mesmo.
-Você se engana, sei tanto de você quanto você sabe de mim: nada.
-Mas...
-Mas eu te observo, e então deduzo algumas coisas, que pelo jeito estão certas.
-É, realmente estão certas. Mas qual o seu interesse em observar um desconhecido que fica tocando violão em uma praça?
-Eu sempre pensei que me apaixonaria por um desconhecido. E eu estava certa, o único interesse em te observar é que quando te olhei sabia que você era o cara que iria trazer todos os problemas que eu tenho fugido todo esse tempo.
-Problemas, então você acha que eu vou te trazer problemas?
-Não acho, tenho certeza. Você poderia continuar tocando? Eu amo sua voz nessa música, e não esquece: é Fá maior.
-É Fá, Fá maior.
-O que?
-Você tocou errado, é Fá maior.
-Ah sim, eu estava distraído, nem tinha te visto aí.
-Eu sei, você nunca vê, mas... eu sempre te escuto.
-É? Não achei que alguém se importasse com o que eu toco, mas se você sempre escuta, acho que gosta. Certo?
-Gosto da sua voz.
-Legal. Mas, como eu nunca te vi por aqui?
-Eu já disse, você nunca me vê. Está tão perdido nas suas próprias dúvidas, que não percebe o que está a sua volta.
-Acho que você sabe mais sobre mim do que eu mesmo.
-Você se engana, sei tanto de você quanto você sabe de mim: nada.
-Mas...
-Mas eu te observo, e então deduzo algumas coisas, que pelo jeito estão certas.
-É, realmente estão certas. Mas qual o seu interesse em observar um desconhecido que fica tocando violão em uma praça?
-Eu sempre pensei que me apaixonaria por um desconhecido. E eu estava certa, o único interesse em te observar é que quando te olhei sabia que você era o cara que iria trazer todos os problemas que eu tenho fugido todo esse tempo.
-Problemas, então você acha que eu vou te trazer problemas?
-Não acho, tenho certeza. Você poderia continuar tocando? Eu amo sua voz nessa música, e não esquece: é Fá maior.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Ainda vejo eles,

Há quanto tempo eu estava ali sentada? Não sei dizer. Não sei dizer ao menos que horas são agora.
Há tempo joguei meu relógio fora, joguei fora minhas antigas roupas, e tudo que me prendia ao passado.
Os discos, os livros, e tudo mais que fazia parte de mim.
Doeu, doeu muito abrir mão de tudo o que eu era, de tudo o que eu amava, de tudo o que era meu chão.
E agora? Estou aqui, sentada na sarjeta, com as gotas da chuva molhando o meu rosto, e libertando o último resquício do meu passado que ainda sobrevive em mim.
Eu vi pernas indo e vindo a noite inteira, algumas paravam, observavam e iam embora. Aqui ninguém pára por muito tempo, aqui ninguém tem tempo.
O tempo possui as pessoas, e não o contrário. A vida possui as pessoas. A cidade possui as pessoas.
As pessoas não são donas de si, elas se venderam para o tempo, para a vida, para a cidade, para alguém.
Almas vendidas, que vão e vem a cada minuto.
Agora não mais, agora a cidade parou. A cidade dormiu.
Sempre tem alguma alma que ainda perambula por aqui, mas essas são as que não se venderam, as que se mantiveram firme, e agora estão à procura de alguma sarjeta para serem acolhidas, e assim como eu, passarem a noite vendo pernas indo e vindo, carregando almas que não param, não te enxergam, apenas observam alguma vezes.
Agora eu me deito, porque o cansaço me venceu. Estou esperando que algo venha e me tire daqui.
E não leia errado, eu quero algo, e não alguém.
Cansei.
O mundo me cansou, o passado me cansou, essas almas me cansaram.
Por favor, algo, me tire daqui, me leve para o céu, ou para o inferno, mas me tire daqui.
Petra in the sky with diamonds
Essa sede de aventura que invade todos os meus dias, futuramente me trará cansaço de tanto batalhar, batalhar e alcançar. Então eu me fecharei para dentro de mim mesma, como aconteceu num passado não tão distante assim. Eu espero que desta vez eu possa dizer com toda convicção de alguém que aprendeu algo: valeu a pena. Este casulo que nós vivemos não aprisiona lagartas que futuramente serão borboletas, abriga borboletas que estão prontas para voar mas tem medo da queda livre. Tem medo do desconhecido; eu não, eu quero o desconhecido, como um órfão que procura os pais... Não quero ser parte do que as pessoas atualmente chamam de humanidade. Tenho em mim todos os sonhos do mundo.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Um cobertor de palavras para aquecer um coração,
Se formos ver, não lembramos tudo - exatamente tudo - que acontece no decorrer do dia a dia, lembramos de coisas pequenas, às vezes não sabemos porque, mas de algum modo lembramos daquilo. Lá no fundo, lá no subconsciente, te faz bem. Também acontece algo chamado apego, quando esse pequeno fato do dia envolve alguém. Apego envolve um monte de pequenos grandes sentimentos que dançam na sua cabeça, no seu coração e no seu estômago até. É complicado como o apego toma conta de nós. Quando você vê, esta lá, tem alguém que te arranca um suspiro involuntário. Talvez exista alguma razão por algo ficar na memória. E mesmo sem explicação certa, vale a pena. Só pra você sentir saudade. Não uma saudade que machuca. Aquela saudade de só sentir aquilo novamente.
Viu como um momento já dá um cobertor de palavras e envolve o coração?
Viu como um momento já dá um cobertor de palavras e envolve o coração?
domingo, 3 de outubro de 2010
Dizem que a vida passa em flashes quando ela está por um fio. Ou um gatilho, ou qualquer coisa curta que dispara com pouca pressão. Nunca vi esses flashes, nem os pedaços de filme passando, os momentos importantes, nem nada disso. No caso do gatilho, minha cabeça continuou a mesma, com a diferença que estava prestes a ser explodida. Explodida por alguma palavra errada, por um segundo a mais de descuido, por qualquer movimento brusco, ou olhar atravessado. Você passa por isso todo dia, com a arma invisível na mão de todo mundo em volta, sua cabeça explodindo invisivelmente na cabeça de todo mundo em volta. Essas coisas acontecem.
Também acontece, as vezes, com uma arma de verdade, na sua cabeça de verdade, que irá explodir de verdade. E tudo que eu pensava não eram os flashes, nem os filmes, nem na minha infância - eu só pensava no dedo prensado atrás do gatilho, no espasmo involuntário que faria aquela coisa disparar. Não na minha cabeça. Na cabeça dos outros. Minha cabeça que se exploda. Acho que nunca tive aquele senso de auto-preservação na presença de outros. Heróico ou suicida, tem sido assim. Deveria ser uma forma muito estúpida de morrer, assim numa segunda-feira, por volta das oito da noite na mão de um vagabundo qualquer que aparece na calçada. Virar estatística nunca foi meu plano de vida. A cidade está infestada. Somos todos pervertidos, mendigos, ladrões, viciados, pedófilos, maníacos, charlatões, vagabundos, burocratas, contrabandistas, violadores, interesseiros, adúlteros, doentes, assassinos, desistentes. Convulsionando em objetivos dos quais não temos muita idéia do que se tratam, lutando por comida e aluguel, esperando um dia que jamais vai chegar, por pessoas que jamais vão existir, e tentando ser alguém que jamais seremos. Estamos todos no mesmo barco e o barco está cheio até a boca, transbordando todo mundo, e a hora de todo mundo vai chegar. Isso nao é o fim do mundo, porque o mundo é assim desde o começo até o fim. Reze para o seu Deus, chegue cedo no trabalho, pague seu aluguel, seja um cidadão de bem e quem sabe você esteja por um triz numa segunda-feira qualquer com um cano de aço roçando na sua blusa de lã.
Você sobrevive. O dia acaba e sua cabeça irá continuar explodindo por aí, na cabeça dos outros.
Isso enquanto você tiver uma cabeça, é claro.
Também acontece, as vezes, com uma arma de verdade, na sua cabeça de verdade, que irá explodir de verdade. E tudo que eu pensava não eram os flashes, nem os filmes, nem na minha infância - eu só pensava no dedo prensado atrás do gatilho, no espasmo involuntário que faria aquela coisa disparar. Não na minha cabeça. Na cabeça dos outros. Minha cabeça que se exploda. Acho que nunca tive aquele senso de auto-preservação na presença de outros. Heróico ou suicida, tem sido assim. Deveria ser uma forma muito estúpida de morrer, assim numa segunda-feira, por volta das oito da noite na mão de um vagabundo qualquer que aparece na calçada. Virar estatística nunca foi meu plano de vida. A cidade está infestada. Somos todos pervertidos, mendigos, ladrões, viciados, pedófilos, maníacos, charlatões, vagabundos, burocratas, contrabandistas, violadores, interesseiros, adúlteros, doentes, assassinos, desistentes. Convulsionando em objetivos dos quais não temos muita idéia do que se tratam, lutando por comida e aluguel, esperando um dia que jamais vai chegar, por pessoas que jamais vão existir, e tentando ser alguém que jamais seremos. Estamos todos no mesmo barco e o barco está cheio até a boca, transbordando todo mundo, e a hora de todo mundo vai chegar. Isso nao é o fim do mundo, porque o mundo é assim desde o começo até o fim. Reze para o seu Deus, chegue cedo no trabalho, pague seu aluguel, seja um cidadão de bem e quem sabe você esteja por um triz numa segunda-feira qualquer com um cano de aço roçando na sua blusa de lã.
Você sobrevive. O dia acaba e sua cabeça irá continuar explodindo por aí, na cabeça dos outros.
Isso enquanto você tiver uma cabeça, é claro.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Acredite em você

Há muitas razões para você ter medo de tentar, muitas razões para falhar, muitas razões para desistir, muitas razões para voltar à sua concha e esperar a vida se esgotar. Aos poucos. Jogando fora um dia de cada vez.
Sim. Há muitas razões para acreditar naquela voz, dentro da sua cabeça, que tenta anular você, corromper seu potencial e convencer você de que é um desperdício tentar dar o próximo passo. Essa voz diz: "Para que escrever a própria história?
Assista TV, e viva a história de outros, coma mais e não se exercite, para destruir sua principal máquina de mudar seu mundo; esqueça o amor, anule-se." Estas são as mensagens que tentam derrubar você.
Há muitas razões para desistir. Todas, absolutamente todas, falsas. Os limites estão em você, não em regras criadas por outros. Nossa sociedade é dominada pela absurda "lei das médias".
Se a maioria não consegue, tentam fazer com que você acredite que jamais conseguirá. Aleijadinho não acreditava na voz interior que dizia, com toda a lógica do mundo, que “aleijados não podem ser escultores”. Era lógico, mas era falso.
Santos Dumont não acreditou nos compatriotas que insistiam em dizer que o homem não poderia voar com um veículo mais pesado que o ar. Era lógico, mas era falso. O mundo é plano, diziam aos navegadores. Era lógico, mas era falso. Há muitas coisas nas quais você acredita, com lógica, mas que são absolutamente falsas.
É fácil inventar uma razão, um motivo aparentemente lógico, para qualquer coisa. Mas sua vida pode ser muito mais do que um amontoado de desculpas lógicas. Sua vida é muito mais do que qualquer razão para desistir de um sonho.
Sua vida é muito mais do que seu passado ruim, suas experiências de dor e seus medos ancestrais. Sua vida é tudo o que ainda virá. Não importam os limites do seu passado, eles não existem mais. Seu futuro pode ser tudo o que você desejar.
Escolha os companheiros de viagem... e vá. Por isso, toda vez que "escutar uma voz dentro de você dizendo `Você não é um pintor`, então pinte sem parar, de todos os modos possíveis, e aquela voz será silenciada.", como afirmou Van Gogh, um dos maiores pintores da história. Substitua a palavra "pintor" por engenheiro, jornalista, arquiteto, policial, mãe, professor, motorista, cantor, ator, escritor.... ou o que você desejar. E acredite nisso: sua mente e seu corpo são obrigados a seguirem as suas decisões, suas ações e suas crenças.
Silencie a voz que tenta derrubar você. Porque ela pode até ser lógica, mas é falsa. Não acredite nela!
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Eu perdi meu anjo
Ele, que já não sabe mais se tenho medo de chuva, na verdade, ele nem sabe quando chove por aqui. Não sabe se ainda continuo paranóica em querer sempre ser mais magra, se ainda como milhões de chocolates e depois me sinto culpada,se o meu chocolate preferido ainda é o Chokito, se o meu cabelo ainda é escuro, se ainda amo viajar e se fico com cara de boba quando vejo filmes romanticos, se ainda acho que vou conseguir mudar o mundo e se fico super de mau humor quando vejo uma injustiça (...) É, o meu anjo não sabe mais dos meus medos, das minhas angustias, das minhas consquistas, muito menos dos meus momentos tão doloridos de silêncio, onde o que eu mais queria era o abraço dele, que fazia com que todos os meus pensamentos sumissem.
Ele se foi, foi conhecer lugares novos, pessoas novas, ter novas experiências. Foi atrás do que ele achava que era certo. Há muito tempo ele se foi ... E eu fiquei parada no tempo, estagnada, vivendo dias iguais, tentando buscar formas alternativas de felicidade.
"Para não pensar na falta, eu me enchi de coisas por ai. Me enchi de amigos, bares, charmes, possibilidades, livros, músicas, descobertas solitárias e momentos introspectivos andando ao sol. E todo esse resto de coisas, deixou aos poucos de ser resto e passou a ser a minha vida. "
Enfim, consegui enxergar que toda a dor da sua ausência , que todo esse medo de me envolver com um outro alguém pra não me machucar novamente, eram proteções que eu mesma criava para manter a vida morna que eu insistia em levar. Era tão estável viver os dias de maneiras iguais que não me dei conta que a felicidade não consegue entrar em portas fechadas.
Hoje sei que ninguém é substituivel. E que eu posso vir a gostar de outra pessoa, com mais ou menos intensidade, não importa, mas de uma maneira diferente. Que as pessoas não são iguais e que eu posso encontrar a minha excessão...
Ele se foi, foi conhecer lugares novos, pessoas novas, ter novas experiências. Foi atrás do que ele achava que era certo. Há muito tempo ele se foi ... E eu fiquei parada no tempo, estagnada, vivendo dias iguais, tentando buscar formas alternativas de felicidade.
"Para não pensar na falta, eu me enchi de coisas por ai. Me enchi de amigos, bares, charmes, possibilidades, livros, músicas, descobertas solitárias e momentos introspectivos andando ao sol. E todo esse resto de coisas, deixou aos poucos de ser resto e passou a ser a minha vida. "
Enfim, consegui enxergar que toda a dor da sua ausência , que todo esse medo de me envolver com um outro alguém pra não me machucar novamente, eram proteções que eu mesma criava para manter a vida morna que eu insistia em levar. Era tão estável viver os dias de maneiras iguais que não me dei conta que a felicidade não consegue entrar em portas fechadas.
Hoje sei que ninguém é substituivel. E que eu posso vir a gostar de outra pessoa, com mais ou menos intensidade, não importa, mas de uma maneira diferente. Que as pessoas não são iguais e que eu posso encontrar a minha excessão...
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Tenho dificuldades de me expressar.

Parágrafo um : Do choro.
Eu não quero mais chorar, eu não vou mais chorar. Engulo o choro, fico com cara de quem quer extravassar as emoções o dia todo. Mas não choro. O olho enche de lágrimas, tento conter,
tento distrair,os pensamentos não saem da cabeça, evito chorar.
Ao chegar em casa, desabo. O cheiro e cada pedaço daquele quarto, me lembram você.
Estou só eu comigo mesma, porque não chorar? Porque não botar pra fora aquilo que estava me corroendo o dia todo? Abraço o travisseiro, escrevo mensagem, apago a mengagem, escrevo e apago novamente,sem saber o que fazer, aperto o travisseiro, tento ser forte pra mim mesma, penso positivo, penso negativo, penso que não quero te perder, que não quero me perder,em como cada pedaçinho de mim se encontra quando estou ao seu lado (...)
Parágrafo dois : Das decisões/ do amor.
É engraçado como a vida de um modo ou de outro nos faz crescer forçadamente, e a tomar decisões que não gostariamos de tomar. Eu tenho me sentido muito mal vendo minha capacidade de amar um pouco perdida. Sabe quando você quer dar muito mais do que pode ? Sabe quando dizer eu te amo já não é mais suficiente pra expressar o seu amor? Quando você quer fazer tudo diferente, mas acaba fazendo tudo igual? Quando você não sabe realmente mais o que fazer e ainda assim pensa no que poderia fazer? Tenho me confundido na tentativa de te decifrar, todos os dias.Mas confusa, perdida, sozinha, minha única certeza é que de cada vez aumenta ainda mais minha necessidade de ti.Torna-se desesperada, urgente. Eu já não sei o que faço.
"Eu só queria dizer que nós não amamos as pessoas que amamos por elas serem perfeitas... Nós amamos as pessoas que amamos, por elas serem quem são."
(Brothers and Sisters)
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